PSB denuncia Wladimir Costa no Conselho de Ética por assédio a jornalista; deputado nega acusação

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O PSB apresentou, na quarta-feira (10), uma representação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar contra o deputado Wladimir Costa (SD-PA) por quebra de decoro parlamentar. Costa é acusado de ter assediado e ofendido a jornalista Basília Rodrigues, da Rádio CBN.

Na véspera da análise da denúncia contra o presidente Michel Temer, na semana passada, a repórter questionou Wladimir Costa sobre uma tatuagem com o nome do presidente e perguntou se ele poderia mostrar o desenho, para comprovar a versão de que se tratava de uma inscrição definitiva. O parlamentar teria respondido: “Para você, só [mostro] se for o corpo inteiro”. O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal divulgou nota em que critica a “conduta antiética, misógina, machista e racista do deputado”.

Para o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), Costa feriu a ética e o decoro parlamentar. “A conduta dele tem de ser avaliada pelo Conselho de Ética”, sustentou. “Primeiro, ele divulgou que teria feito uma tatuagem em homenagem a Temer, depois afirmou que ela poderia ser de rena. Ao ser indagado sobre a tema, cometeu assédio – que, pela Lei Maria da Lenha, é uma forma de agressão à mulher – contra uma profissional que cobre o Parlamento.”

Costa se defende
Wladimir Costa se defende da acusação e nega o assédio. Segundo ele, a representação se deu em razão de uma disputa pessoal com Júlio Delgado.

“Meu argumento principal é: não cometi nenhum ato que desabone a conduta de qualquer jornalista, em momento algum eu me reportei a ela de forma desrespeitosa; a jornalista por vários minutos me abordou para eu tirar a roupa, para eu mostrar a tatuagem ou as tatuagens. Não tenho maldade no meu coração”, declarou Costa. “Ela disse: ‘deputado, tire aí’. E eu respondi: ‘para você, só se for o corpo inteiro’, mas não me referindo a nudes. Referi-me às sete tatuagens que tenho.”

Após a instauração do processo no Conselho de Ética, o presidente do colegiado, deputado Elmar Nascimento (DEM-BA), designará um relator, que apresentará parecer pela aceitação ou não de abertura de investigação, antes mesmo de ouvir a defesa. Esse parecer terá de ser votado pelo conselho em até 90 dias.

Por Luiz Gustavo Xavier

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