Instalações elétricas internas devem ter manutenção periódica

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De acordo com um levantamento feito pela Procobre – Instituto Brasileiro do Cobre, e pela Abracopel – Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade, somente 29% das residências brasileiras possuem projeto elétrico que garanta segurança. Desse total, 25% foi elaborado por eletricistas profissionais. O estudo ainda revela que 52% dos imóveis possuem fio terra instalado e apenas 27% das moradias possuem o dispositivo de proteção chamado DR, que interrompe eventuais fugas de corrente e reduz o risco das consequências de choques elétricos.

O levantamento também aponta que, no ano passado, houve 171 ocorrências de acidentes domésticos relacionados à energia elétrica, em todo o Brasil. No Pará, segundo dados da Celpa, em 2016 foram cinco acidentes envolvendo instalações elétricas residenciais, sendo três deles fatais e o restante foram considerados graves, gerando grandes prejuízos físicos aos cidadãos, que, sem nenhum preparo ou capacidade técnica fazem procedimentos de maneira inadequada nas instalações.

Conforme explica o executivo da área de Segurança da Celpa, Alex Fernandes, as instalações elétricas internas são de responsabilidade do cliente, mas um profissional habilitado deve ser chamado para fazer os reparos. “É de extrema importância que essa manutenção seja realizada a cada cinco anos e por alguém tenha preparo técnico e seja habilitado para manusear a parte elétrica da casa. Esse período pode variar de acordo com o material que foi utilizado, se for de boa qualidade, terá mais tempo sem precisar de adequações”, orienta Alex.

Os acidentes envolvendo a população também costumam estar relacionados às construções muito próximas à fiação. No caso das construções civis, a concessionária orienta que as edificações mantenham uma distância de, no mínimo, 1,7 metro da fiação elétrica. Em situações nas quais o imóvel possua dois pavimentos, com sacada, essa distância deverá ser de 3,0 metros. Já as placas de publicidade, onde periodicamente trabalhadores executam ações próximas à rede elétrica, a distância da fiação deverá ser também de 1,7 metros, no mínimo.

O uso de DRs – O dispositivo DR é um item essencial para garantir a segurança em relação a eletricidade e prevenir acidentes. O equipamento é similar ao disjuntor comum (que fica junto aos medidores de consumo) e também pode ser instalado junto ao quadro elétrico. A diferença é que o DR é muito mais sensível à fuga de corrente. Devido a sensibilidade, quando acontece o contato acidental direto ou indireto entre uma pessoa e a instalação, o dispositivo atua desligando o circuito imediatamente, antes que a corrente percorra o corpo e cause danos.

Confira algumas orientações sobre segurança:
– Fazer a manutenção periódica das instalações elétricas e redimensioná-las e/ou renová-las sempre que preciso (sugere-se a revisão a cada 5 anos).

– Instalar o fio terra e os DRs.
– Usar protetores de tomadas sempre que estiverem fora de uso para evitar a exposição de crianças pequenas ao risco de contato com a eletricidade.
– Quando possível, substituir as tomadas de dois pinos (antigas) por tomadas do novo padrão com três pinos.
– Desligar o disjuntor no quadro de distribuição, antes de qualquer serviço que envolva o contato com a eletricidade em casa.
– Evitar o uso de eletrodomésticos e/ou eletroeletrônicos em locais úmidos.
– Sempre desligar o chuveiro antes de trocar a chave da temperatura.
– Não fazer uso de eletrodomésticos e/ou eletroeletrônicos conectados à tomada durante tempestades e vendavais.
– Evitar o uso permanente de benjamins, extensões e Ts, preferindo a instalação de novas tomadas.
– Chamar sempre um profissional qualificado, que entenda os perigos e riscos da eletricidade, para realizar serviços no imóvel.

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