Hospital Regional de Altamira sensibiliza colaboradores sobre o ‘Momento Psiu`

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Quatro momentos ao longo de cada dia no Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT) são dedicados a criar um clima de aconchego e calmaria para os bebês internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, na unidade de cuidados intermediários e na UTI pediátrica. Nesses momentos, as luzes são desligadas e evita-se realizar qualquer procedimento com os bebês. O “Momento Psiu” foi a forma que o Grupo de Apoio Multidisciplinar Materno Infantil (GAMMI) do HRPT encontrou para diminuir o estresse em crianças acolhidas nesses locais de cuidados, proporcionando um tempo de total relaxamento. Pensando nisso, e visando a conscientização da importância do silêncio para os bebês da UTI do HRPT, o GAMMI promoveu, nos dias 29 e 30 de maio, uma sensibilização sobre o “Momento Psiu”.

Na ocasião, as luzes do auditório foram apagadas para colaboradores da área Assistencial, Manutenção, equipe multiprofissional, Farmácia, entre outros. Eles foram vendados e expostos a situações diferenciadas. No primeiro momento, um completa desordem: a quantidade de barulhos no ambiente proporcionava extremo desconforto. Na outra, se reproduziu uma pequena simulação da realidade vivenciada pelos bebês no “Momento Psiu”, onde há a proibição de sons ou procedimentos sem aviso prévio. Uma música de ninar completava o momento de tranquilidade.

Rubens Tenório, operador de Caldeira, participou do treinamento. Achou bastante oportuno repensar sobre sua contribuição para a saúde dos pequenos usuários: “Às vezes a gente ia fazer a manutenção, via a placa, mas não entendia muito bem o motivo. Agora já sei o quanto é importante. Posso me programar pra respeitar esse momento”, salientou.

O Hospital Regional Público da Transamazônica é gerido pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato de gestão com a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sespa). Para o seu diretor-geral, Edson Primo, iniciativas como essa são tão importantes quanto o procedimento técnico. “Somente dando essa atenção e esse carinho ao recém-nascido e à sua família, como um todo, estaremos atendendo e compreendendo a essência do cuidar humano”, afirmou,

Na visão da enfermeira Renata Chiquetti, os esforços do hospital e seus colaboradores são primordiais para reduzir os ruídos e os efeitos desastrosos que eles podem causar na recuperação dos recém-nascidos: “Sons muito altos podem comprometer o desenvolvimento e o crescimento, em particular dos prematuros, extremamente sensíveis ao lugar. Muitas vezes os efeitos podem surgir a longo prazo, sete, oito anos. A redução dos sons dentro da unidade é uma preocupação de todos os profissionais envolvidos em melhorar a qualidade da assistência neonatal”, ressaltou.

Método Canguru

O “Momento Psiu” é uma atividade institucional que contempla as técnicas do Método Canguru – Atenção Humanizada ao Recém-Nascido de Baixo Peso. O Método Canguru busca melhorar a qualidade da atenção prestada à gestante, ao recém-nascido e à sua família. A partir de abordagens humanizadas e seguras, o contato pele a pele (posição canguru) precoce de mães e pais com seus bebês, de forma gradual e progressiva, favorece o vínculo afetivo. Além disso, a estabilidade térmica do contato é um estímulo à amamentação e ao desenvolvimento do bebê.

Por sua vez, a atuação dos profissionais de saúde capacitados começa numa fase prévia ao nascimento do bebê, com a identificação das gestantes que correm riscos de darem à luz crianças prematuras e de baixo peso. Nessa situação, a mãe e a família recebem orientações sobre os cuidados específicos que devem ter com o bebê – além de apoio e estímulo para que estabeleçam contato físico e se aproximem da criança.

Por Priscila Mello

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